A proximidade da Copa do Mundo de 2026 tem impactado diretamente o comércio eletrônico de camisas de futebol no Brasil. Entre 1º de janeiro e 2 de junho de 2026, o setor faturou R$ 1,2 bilhão, segundo um levantamento da Confi, realizado por meio da plataforma de dados Neotrust.
O resultado representa uma alta de 80,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, com mais de 4,05 milhões de unidades vendidas.
O desempenho foi puxado pela camisa oficial da seleção brasileira, lançada em 13 de março. Até 2 de junho, foram comercializadas 915 mil unidades, com preço médio de R$ 417,50, totalizando R$ 382 milhões.
“Entre 1º de janeiro e 12 de março, as camisas da seleção registravam uma demanda moderada, representando 5,1% do faturamento total da categoria de camisas de futebol. A partir do dia do lançamento do novo modelo, o mercado testemunhou uma explosão de consumo”, destacou Pedro Chiamulera, CEO da Confi.
No mesmo período, a representatividade da camisa da seleção brasileira no faturamento da categoria saltou para 48,7%.
“Esse ganho expressivo de market share [fatia de mercado ocupada em relação ao total do setor] em um intervalo tão curto demonstra o forte apelo comercial do item e a urgência do torcedor em se preparar para a Copa do Mundo após a revelação do modelo oficial”, contou Chiamulera.
A análise da Confi mostra predominância do público masculino nas compras, com 78,2% das aquisições, enquanto as mulheres ainda representam apenas 21,8%. Entre os homens, a faixa etária de 35 a 44 anos concentra 34,8% das compras. Já entre as mulheres, o pico ocorre entre 25 e 34 anos, com 33,6%.
O Sudeste lidera o faturamento, com 65,9% de participação e R$ 790,5 milhões movimentados, alta de 80,1% em relação a 2025. No entanto, as maiores taxas de crescimento foram registradas fora do eixo Sul-Sudeste: Norte (126,1%), Centro-Oeste (99,5%) e Nordeste (93,5%).
A Confi afirmou que monitora o cenário do e-commerce com base em transações reais de mais de 7 mil lojas parceiras e analisa o comportamento de mais de 85 milhões de consumidores digitais.



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