Pela primeira vez desde 2018, a Série A do Campeonato Brasileiro não terá clubes vestindo uniformes de marca própria em 2026.
O modelo proprietário de gestão de material esportivo, que chegou a ser adotado por 30% dos times da elite do futebol nacional em 2020, deixou de ser tendência e, agora, se restringe a casos pontuais no Brasil.
Entre esses casos, estão o Ceará e o Juventude, que foram rebaixados para a Série B em 2025. Os dois foram os únicos a contar com marcas próprias na primeira divisão do Campeonato Brasileiro.
Atlético Goianiense e Goiás são outros clubes que seguem vestindo marcas próprias e estiveram na Série A do Brasileirão recentemente.
O primeiro clube a adotar o modelo de marca própria de material esportivo na Série A do Brasileirão foi o Bahia.
Em 2018, o clube rescindiu o seu contrato com a Umbro e lançou a "Esquadrão" em um movimento que acompanhou uma tendência da época iniciada por clubes de divisões inferiores como Fortaleza, Paysandu e Santa Cruz.
Já em 2019, o número de clubes que usavam uniformes de suas próprias marcas no Brasileirão saltou para quatro, com CSA, Fortaleza e Goiás, que subiram da Série B, se juntando ao Bahia como adeptos deste modelo.
Nos anos seguintes, o movimento seguiu crescendo e times como América Mineiro, Atlético Goianiense, Ceará, Coritiba, Goiás e Juventude, que em algum momento disputaram a Série A entre 2020 e 2025, também passaram a vestir marcas próprias.
Apesar desses exemplos, o modelo de marca própria não chegou aos uniformes dos clubes de maior relevância do Brasil.
Até porque, nesses casos, as grandes empresas de material esportivo estão dispostas a pagar milhões de Reais erm contratos de patrocínio para esses times, o que faz o modelo de marca própria se tornar muito trabalhoso em relação ao retorno potencial que ele pode gerar.
Outro fator que reduziu o número de marcas próprias no Brasil foi a chegada da Volt Sport, que atacou o nicho de mercado dos times de média e pequena expressão e assumiu o fornecimento de material esportivo de alguns clubes que antes usavam o modelo de marca própria por conta da dificuldade de fechar bons acordos com grandes marcas do setor.
Além disso, Bahia e Coritiba, que chegaram a ter uniformes de suas marcas próprias, deixaram o modelo de lado e fecharam com grandes marcas recentemente, como a Puma, no caso do Tricolor de Aço, e Diadora, no do clube paranaense.
Porém, apesar de não estar presente na Série A de 2026, alguns times de divisões inferiores seguem trabalhando com marcas próprias por este modelo gerar mais controle e retorno sobre a operação em relação ao que as grandes empresas do mercado podem oferecer a esses clubes.









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