O Corinthians demitiu o gerente administrativo Rafael Salomão, citado no relatório da auditoria interna que constatou irregularidades na gestão dos materiais esportivos - incluindo o desvio de itens.
Salomão era o responsável pela intermediação do contato do clube com a Nike e pela administração do almoxarifado no Parque São Jorge. O clube ainda conta com outro almoxarifado, no CT Joaquim Grava.
Salomão prestou depoimento à Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo, no processo que investiga as irregularidades apresentadas no relatório.
Salomão disse categoricamente que avisou internamente que o estoque dividido entre Parque São Jorge e CT daria problemas e recomendou, tanto antes quanto depois das investigações, que seria melhor unificar o almoxarifado, como era até antes de a gestão do ex-presidente Augusto Melo criar o segundo estoque.
Salomão contou que chegou a conversar com o atual presidente Osmar Stabile, após a divulgação pública do relatório, reiterando a necessidade de retornar ao sistema anterior. Entretanto, a cúpula alvinegra manteve a divisão de dois almoxarifados.
Pessoas ligadas à gestão argumentam que o presidente decidiu manter a operação dessa maneira por entender que era melhor que o estoque do futebol profissional ficasse no CT, mas com melhorias no controle.
Foi Salomão que, conforme o relatório, precisou solicitar à Nike o envio com urgência de camisetas brancas para que o Corinthians pudesse jogar com o uniforme principal na partida contra o Fluminense pelo Campeonato Brasileiro, em 13 de setembro de 2025.
Dias antes do jogo, a administração no almoxarifado do CT percebeu que não tinha estoque suficiente de camisetas brancas para compor o uniforme. Por isso, o clube precisou pedir à diretoria do Fluminense para que os dois times jogassem com o segundo uniforme.
Salomão, que trabalhou por nove anos e nove meses no Corinthians e estava como gerente administrativo desde julho de 2025.
— O Sport Club Corinthians Paulista informa que o funcionário em questão já prestou depoimento à Comissão de Justiça, não havendo correlação com seu desligamento, uma vez que o Clube passa por uma reestruturação administrativa.
Em novembro do ano passado, o Corinthians já tinha demitido um funcionário do setor de limpeza do Parque São Jorge, flagrado vendendo clandestinamente camisas pertencentes ao clube durante a auditoria.










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