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Náutico considera venda de material da Umbro ilegal, notifica a empresa e espera pela retirada

No dia 1º de junho, o Náutico fez o lançamento oficial dos seus uniformes para a temporada 2016/17, dando início, assim, à parceria com a Topper. Apesar de o clube ter vínculo contratual com outra empresa e já estar comercializando sua nova camisa, mesmo assim a Umbro que é sua antiga fornecedora, colocou à venda no mercado do Grande Recife as camisas titular e reserva referentes ao período 2016/17.

O Náutico entendeu que a empresa inglesa agiu de forma ilegal, por não ter mais o direito de comercializar produtos da marca do clube. Por essa razão, a diretoria jurídica do clube notificou a Umbro extrajudicialmente, na expectativa de que a empresa retire os produtos do mercado.


“A Umbro já foi notificada para retirar esse material, tendo em vista que o contrato já foi rescindido, conforme previsto no contrato. A Umbro está veiculando a marca do Náutico ilicitamente, sem autorização do clube”, revelou Bernardo Wanderlei, integrante do departamento jurídico do Náutico.

“A notificação foi extrajudicial. Deve chegar até o fim de semana”, prosseguiu. “Neste primeiro momento, a gente notificou para eles encerrarem a comercialização e caso continuem com essa prática, é que a gente buscará as medidas cabíveis que é a notificação”, explicou o advogado.

O jurista entende que a rescisão foi feita legalmente e que, embora reconheça que ainda existe uma negociação em andamento com a Umbro, não há necessidade de pagamento de multa, por conta do tempo que o contrato já havia sido cumprido e por ter comunicado à empresa como determinado contratualmente. 

“Isto está sendo negociado ainda. Já havia cumprido mais de dois terços do contrato, o Náutico entende que não há necessidade de pagamento de multa, pois isso também estava previsto em contrato. De acordo, inclusive, com a comunicação prévia de 90 dias até a rescisão”, disse. Segundo o advogado alvirrubro, a Umbro tomou conhecimento da medida tomada pelo clube. “A gente notificou a empresa, informando que o contato estava notificado a partir de então a 90 dias”, argumentou.


Os alvirrubros alegam que a Umbro descumpriu o contrato ao permitir o vazamento dos modelos que foram apresentados ao clube no começo do ano. Por sinal, o Náutico sequer aprovou o material proposto pela companhia sediada em Manchester, na Inglaterra. “ A Umbro mandou um modelo de camisa para 2016, o Náutico não havia aprovado ainda”, fez questão de frisar. “Depois, esse modelo vazou na mídia e com esse vazamento o Náutico notificou a Umbro, já que o contrato previa sigilo”, acrescentou.

Ainda de acordo com o responsável jurídico do Timbu, a notificação também servia para que a empresa inglesa tivesse tempo suficiente para “secar o estoque do material que tinha no mercado”. Isso porque, segundo Bernardo Wanderlei, o Náutico apenas foi ao mercado atrás de um novo fornecedor de material esportivo após a devida notificação da Umbro. 

Por essa razão, o jurista foi enfático ao afirmar que o clube não possui mais vínculo com a antiga fornecedora. “O contrato foi tempestivamente cancelado, de acordo com as cláusulas contratuais, considerando que a Umbro descumpriu uma das cláusulas”, assegurou Wanderlei, que ainda informou que a Umbro sequer respondeu ao Náutico dentro do prazo de 90 dias previsto pelo contrato.

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