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A voz do colecionador: Frederico Jota

Hoje temos uma nova entrevista em nossa sessão "Voz do Colecionador" que exibe periodicamente entrevistas com diversos colecionadores, que contarão um pouco sobre como iniciaram este hobby, as suas experiências e as raridades em possuem em seus acervos.
 
Qual seu nome completo e onde mora ? 
Meu nome é Frederico Jota, sou jornalista, moro em Belo Horizonte e tenho 42 anos.


Conte-nos um pouco como surgiu sua paixão por camisas e quando você começou a colecionar.
Sempre fui apaixonado por futebol e vejo as camisas como a maior representação de um clube. Por meio delas, é possível conhecer suas histórias, trajetórias e conquistas. O que, na minha profissão, sempre foi muito importante.  Com esse viés de coleção, comecei em 1995, quando estava em Salvador a passeio e decidi comprar uma camisa do Bahia. Tenho algumas camisas mais antigas, mas ainda não tinha essa ideia de começar a colecionar, portanto, com esse foco, posso considerar a camisa do Bahia a primeira da coleção. Hoje, tenho 1.505 camisas (dados de outubro de 2015), de representantes de todos os estados do Brasil, além do Distrito Federal, e de todos os continentes do planeta. Para atender aos pedidos de vários que têm a curiosidade de conhecer a coleção, criei no ano passado a minha conta no Instagram ( www.instagram.com/fredericojota ), no qual mostro mil camisas da minha coleção, em mil dias. Todas as postagem sempre têm informações históricas e curiosidades de clubes pouco conhecidos como Unibol e Alegrense.


Você teve incentivo de alguém ou começou a colecionar por conta própria?
Comecei por conta própria mesmo. Hoje, muitas pessoas curtem e acham legal a coleção, mas não tive nenhum incentivo especial para começar.

Qual foi a sua primeira camisa de futebol?
Quando criança, ganhei algumas camisas, entre elas uma da Seleção Brasileira. Mas, com o foco de coleção mesmo, buscando um clube de fora do meu estado, a do Bahia de 1995, como citei acima.


Atualmente, quantas camisas você tem em seu acervo e qual o foco de sua coleção?
Hoje, com um grande número de camisas, 1.505 (dados do final de outubro), meu foco é conseguir camisas de clubes ou seleções de países ainda não representados na coleção. Recentemente, consegui a camisa da seleção de Ilhas Faroe. Outro foco é conseguir camisas de todos os 129 clubes que já disputaram o Campeonato Brasileiro da Série A desde 1971. Faltam apenas dez no momento.


Você tem alguma camisa que considera especial? Qual a maior relíquia em sua coleção?
Não dá para escolher apenas uma camisa especial. A coleção engloba camisas muito raras, como as das seleções do Afeganistão e Liechtenstein, além de clubes de países como Moldávia, caso do Sheriff, Sudão e do Congo, por exemplo, além de extintos, como Malutrom ou Dublin City, que existiu por apenas sete anos. Ou várias usadas em jogo, como a do Lincoln City, hoje na quinta divisão inglesa. Esta camisa eu consegui inclusive com o certificado assinado pelo diretor do clube, confirmando que ela foi usada em jogo.



Qual camisa foi a mais difícil de conseguir?
Talvez a que me deu mais trabalho para conseguir foi a do Notts County, da Inglaterra, o clube profissional mais antigo do mundo. Apesar de ter vários contatos com colecionadores com os quais consegui camisas de clubes ingleses, essa eu não tinha. Aproveitei uma viagem à Inglaterra e fui até Nottingham, a cidade do clube, e consegui a camisa diretamente lá. Foi muito legal ter conhecido o estádio e ter conseguido a camisa lá.


Qual camisa considera a mais bonita de sua coleção? 
É uma missão difícil responder essa pergunta, porque cada camisa tem sua beleza específica e define uma época, com cortes e desenhos bem diferentes. De forma geral, gosto demais das camisas feitas pela Umbro, pois conseguem fazer belas camisas sem fugir à tradição dos clubes, além de ter um estilo próprio, como a camisa de goleiro da Inglaterra da virada da década de 1980 para 1990, um destaque da coleção. Não escolheria uma camisa apenas, mas gosto muito da camisa do Arsenal, da Nike, 2005/06, grená, feita para despedir do estádio de Highbury.  Camisas do Peñarol (Umbro, 2002) e da Internazionale também costumam ser muito bacanas.


Qual camisa ainda não esta em seu acervo e que deseja conseguir? 
Entre as camisas que eu quero estão as dez que faltam para completar a série com todos os clubes que já jogaram o Brasileirão, entre elas as do Leônico-BA e as do Pinheiros e Colorado, que se fundiram para formar o atual Paraná Clube, além de algumas seleções como as de Gibraltar, Montenegro e Macedônia.

Qual seu conselho a quem esta começando agora?
Meu conselho a quem está começando é administrar da melhor forma possível sua coleção. Ter o maior cuidado possível com as camisas, sempre as lavando a mão, guardando em locais especiais, etc. Acho importante também que a coleção seja um hobby e que aqueles que querem começar uma coleção devem ser bem criteriosos às questões financeiras e não se endividar por isso. É importante também gostar muito de futebol. Quanto mais o colecionador souber da história da clube, mais legal a camisa vai ser.

Deixe seu comentário final a todos que estão lendo esta matéria? 
Gostaria de dizer a todos os fãs de futebol que façam o máximo para preservar a memória do esporte. Colecionar camisas é uma forma de entender e viver ainda mais o futebol. Então, para todos que curtem o esporte, não deixem de dar vazão a essa paixão. Curtam e consumam futebol.

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